5 de julho de 2012

Terminando o Tutorial

Assuntos de hoje: Overdose medicamentosa, amor próprio, uso de shorts, expansão do círculo de contatos e amizades, mudanças no corpo. Divididos de forma bonitinha e organizada por mil tracinhos. Vamos começar.

Usei short pela primeira vez. Amei. Foi delicioso. O frescor de uma saia de ter as pernas livres e a liberdade de movimentos de não precisar se importar em estar com as pernas abertas? Sem contar a falta de preocupação em aparecer algum volume entre as pernas, já que o short (aliais, OS, foram dois) era soltinho.

O primeiro short foi um branquinho, de uma amiga, que ela me emprestou junto com outras roupas para fazer uma sessãozinha de fotos. Vou por algumas aqui, olha só.









Quem quiser ver todas as fotos que ficaram boas, a galeria está na minha página do Facebook: https://www.facebook.com/media/set/?set=a.466338016728428.116002.420548234640740&type=3

O álbum é público, então não há nenhum pré-requisito para poder vê-lo além de ter um perfil no site. VOCÊ TEM NE? Ah, bem.

Mas vocês não me pagam só para exibir minha imagem pela medina, não é mesmo? Bom, na verdade vocês não me pagam pra nada. XD O que eu quero dizer é que o proposito do blog é mais profundo do que isso, então acho que o relevante foi como isso tudo me afetou emocionalmente.

Eu descobri que eu me amo. Eu posso finalmente dizer isso: eu me amo. Estou completamente do jeito que gostaria de ser? Ainda não. Tenho tudo que gostaria de ter? Putz, nem de longe. No entanto, estou plenamente feliz e satisfeita comigo mesma, pois acho suficiente o que tenho agora por estarmos no agora, e gosto de cada pedacinho meu.

Uma forma fácil de diagnosticar isso é pela forma como eu reagi à ideia das fotos. Quando minha amiga me deu a ideia, eu aceitei de pronto. Antes da transiçao, teria reclamado que nem uma vaca. Teria ficado de mal humor, resmungado. Nada disso. Quando ouvi a ideia, eu sorri. Parei, pensei. Estranhei, a princípio, fazia muito tempo que mal tirava foto, quanto menos passar um dia inteiro fazendo isso. Mas ao fim de alguns segundos... eu aceitei. Adorei a ideia.

Depois, durante a coisa toda, eu tive uma paciência e interesse que a minha imagem masculina nunca havia me permitido. Quem andava muito comigo antes sabe: eu era chata DE-MAIS pra tirar foto. Simplesmente por não ter vontade. Quando tirava, não sorria. Quando sorria, não era de verdade. Quando era, não era realmente feliz. Agora... cara, mesmo quando eu estou séria, estou feliz. Veja essa ultima foto, de mim fazendo "muque", "muki", sei la. Foi totalmente espontânea. Eu não treinei, não me penteei. Até o vento colaborou com o cabelo. Quando se está feliz, tudo vai sozinho pro lugar, literal e figurativamente. Incrível.

No fim, me senti orgulhosa de expor as fotos. Coloquei-as no Face feliz da vida, orgulhosa do que eu tinha para mostrar de mim, quando antes ou eu queria mostrar a situação, o momento, ou o lugar. Na verdade, enquanto não consegui postá-las, fiquei até ansiosa. São todas sensações maravilhosas... e novas.

O outro momento em que usei short foi para ir à academia, mas esqueci de tirar fotos. Sábado eu faço isso e posto aqui depois =)

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Próximo assunto: sapatilha. 39. Não é 39/40, como a Melissa que postei da ultima vez. É só trinta e nove.


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Sim, eu sei que o chão tava sujo. Azar.

Ficou perfeitamente confortável? Não, mas que sapato feminino fica, além de tênis? Em sandálias rasteiras, seu pé sempre encosta no chão e suja. Em saltos altos, sempre rola um cansaço na perna depois de um tempo. Nas sapatilhas, geralmente o calcanhar é machucado. Nessa, nem isso... só o dedão direito que ficou um pouco cansado no fim do dia porque os dedos ficam levemente apertados. Mas bicho... eu calçava 43. Quarenta. E. Três. Diga-se de passagem, o vendedor mentiu que era 40 na hora da compra. Filhodamãe >:|.

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Por ultimo: visita à amiga. Quer dizer, à nova amiga, pois eu conheci ela no dia, e adorei. Voces conhecem o blog da "corra Mary"? Não? Virou até livro em estande da bienal! Quem nunca leu nenhum post e gosta de dar umas risadas - ou uma refletida sobre a vida - veja aqui. Então, essa menina é a dona Mari :D Fez comida pra gente, que tava uma absoluta delícia, e depois ficamos batendo papo sobre tudo. Homens... mulheres... sistemas operacionais de celular... jogos... filmes... Sai de la duas horas da manhã. E olha o que eu achei lá! TUM! Tinininhu!



E o jantar delicioso. Me fez repetir duas vezes. Duas. Três bifes daqueles foram consumidos pela minha pessoa.


Apesar do gato fofilindo, da comida deliciosa e da companhia gostosa, houve um prazer a mais na noite. A naturalidade com a qual eles, dona Marina e seu namorido, me trataram como mulher. Ao ponto de, ao ouvirem minha voz natural (que eu me divirto muito em exibir depois de a pessoa estar há algumas horas acostumada à voz amaciada), a Marina dizer que parecia haver um ventriloquista atrás de mim. Especial isso pra mim, sabe?

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Tentativa de suicídio. Brincadeira... foi só uma overdose não proposital de Espironolactona. Eu tomo 50mg à cada 12 horas. Esqueci de tomar diversas vezes, e ontem resolvi compensar tomando 100mg na hora de dormir. Tudo bem, o corpo segurou. Ai tomei as outras 50 normais do almoço hoje... e tudo foi pro brejo. Cheguei a ir ao trabalho e começar a tentar fazer alguma coisa, mas não deu. Diarreia e diurese agudas, dor de cabeça, enjoo e tonteira. Peguei um taxi e voltei para casa. Aliais, o motorista era um doce, até arrancou a cabeça do banco do carona para me ceder como travesseiro, já que eu nem conseguia ficar sentada no banco de tras e tinha deitado. Ok, ele fez isso porque queria me comer, eu percebi. Mas é legal mesmo assim. O engraçado é so pensar que se ele soubesse ia ficar transtornado. Mas enfim. Dica: nao compensem Espiro se esquecerem. Nunca.

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De resto, as férias da faculdade já estão acabando, o trabalho parece um lugar que eu realmente posso ficar por muito tempo e aprender bastante (ao contrario do último que não me acrescentou nada e eu sai antes do terceiro mês) e... sei la. Vejo futuro pra mim, entende? ME vejo no futuro, diferentemente de... toda a minha vida antes, basicamente.

Beijos,
Mayra