13 de junho de 2012

Fantasia

A imaginação é mais do que um passatempo, é uma ferramenta de sobrevivência. Para fugirmos da realidade e alcançarmos novas altitude, impossíveis no plano real, nos utilizamos dela diariamente. Quem nunca sentou no fundo de uma sala de aula entediante e ficou imaginando como salvaria a todos se entrasse um atirador na sala? Ou como fugiria do ônibus caso ele tombasse para fora do viaduto que atravessa todo dia lhe levando para a faculdade ou trabalho?

A imaginação pode ser materializada e transmitida. Livros fazem isso há séculos, a TV faz isso há décadas e o computador, há anos. Ok, mais ou menos uns 30 anos. E a qualidade dessa materialização pode variar de um simples joguinho do facebook para uma trilogia enorme como Senhor dos Anéis ou uma série de jogos quase poética como Assassin's Creed. Mas tem um grupo específico de pessoas que leva isso a um nível completamente diferente.



A Disney. Os caras são fantásticos. Quando eu era pequena, não ligava muito para os desenhos animados deles. Quando cheguei à adolescência, tive aquila crise que acomete muitos de nós de tentar parecer o mais adulto possível, e isso incluía relegar desenhos ao universo infantil. Chega uma certa época, no entanto, que você supera isso, e passa a olhar essas coisas com outros olhos. No meu caso, quem me abriu os olhos para isso foi a Jana.

As histórias da Disney são impressionantes. Te carregam para um mundo gostoso onde você experimenta as emoções dos personagens, se derrete com a narrativa fluida e interessante e ainda se delicia com as músicas inteligentes. O Gênio, por exemplo, é um dos meus personagens favoritos, com suas personificações de atores e celebridades modernas em citações ilustres. As princesas, apesar de algumas mais bobinhas, em geral misturam sentimentos contraditórios e empolgantes que te fazem torcer por elas, tanto em seus romances quanto em seus sonhos. E não há quem se identifique com uma ou outra necessidade, desespero ou reação dos personagens.

De qualquer forma, ainda nos sentimentos um pouco distantes do que vemos na tela. Afinal, são mundos de fantasia, construídos por norte-americanos, originalmente em inglês e baseados em livros europeus. Mas uma empresa bem gerida sabe como tomar conta dos mínimos detalhes, e a Disney aproxima-nos de seu mundo com uma materialização da materialização: o Disney on Ice.

Eu e Jana sempre quisemos ir ao show, mas ela morava em Salvador até o fim do ano passado e nunca estava no Rio na época devida. Mas esse problema foi retificado.







Nesse ano, o show teve uma participação especial do Stitch em alguns quadros entre apresentações, uma dança super gostosa com representantes de diversas nações aonde a Disney está presente (Incluindo Rússia, China, Brasil, e representações regionais como a havaiana e a africana), a minha música preferida da Disney, a do Gênio, e uma recapitulação do conto de Mulan, que me parece a princesa com o propósito mais forte na vida - ou seja, menos focado em encontrar o amor verdadeiro, essas coisas. Isso sem falar de um ou outro personagem específico que parece inspirado em nós através de algum tipo de Big Brother ilegal instalado em nossos corpos, e nos lembra cada momento gostoso da vida.

Senhorita Evenstar, obrigada por ter trazido essa mágica à minha vida e, apesar dos pesares, permanecer por aqui com essa varinha de condão toda sua, adicionando um sabor único às coisas que toca.

Beijos,

MayB...e