13 de junho de 2012

Para Não Dizer que Não Falei de Flores

Terça-Feira, dia 12 de junho de 2012. Fim de expediente no trabalho novo. Um rapaz se posiciona ao meio da sala única e questiona em um tom levemente mais alto que o normal: "Mayra? Mayra?". Ele não me conhece ainda, assim como alguns outros. Afirmo ser eu, e ele responde "Tem uma surpresa pra você na recepção." Me direciono ao local já cozinhando uma certa apreensão no peito. Sabia, positivamente, que ia ser alguma vergonha. Eu estava certa. Ao chegar à porta da empresa, um entregador idoso de origem pobre segurando um enorme - e lindo - buquê de rosas. Primeiro, aquela sensação maravilhosa de acalento me sobe e desce o corpo todo. Me faz sentir amada, feliz, realizada. Conquistada. No momento seguinte, uma raiva amorosa. "Mô, tu fez isso de propósito." - Digo para mim mesma - "Como vou voltar pro escritório com essa coisa E-NOR-ME?!"



Após assinar um papel e agradecer a entrega, cogitei pedir ajuda à recepcionista para guardar as rosas até minha saída, que seria dali a pouco. Ela estava ausente. Havia, no entanto, poucos funcionários presentes. Alguns já tinham partido, alguns estavam no escritório de um cliente, e a empresa já é pequena naturalmente. Ninguém viu, ninguém perguntou. Mas de uma coisa não há dúvidas: eu passei pelo corredor que nem a Formiga Atômica, tanto na reentrada quanto na saída.

A volta pra casa foi ainda mais complicada, com um 438 que levou nada menos que 25 minutos para dar as caras e saiu do ponto estilo Ônibus.rar. Eu nem atravessei a roleta, sentada no motor estava, sentada no motor fiquei, e desci pela frente mesmo. Ao chegar em casa tiramos algumas fotinhas. Perdoem a qualidade ainda pior que o de costume: meu GNote tá na assistência e as fotos foram tiradas com um iPhone 3GS. Ou seja, sem flash.




Essa última foto era pra tentar mostrar uma roupa diferentezinha que usei hoje e comentar de um acontecimento. A roupa é uma calça bem larguinha, dada pela namorada também, super confortável, e a blusa é de gola alta. Eu sei, não dá pra ver nenhum das duas coisas direito. O acontecimento foi ao chegar ao trabalho. Quando saí do elevador, onde estavam pelo menos 3 executivos de terno de outras empresas me secando que nem Oasis no deserto, eu ouvi antes da porta automática fechar: "Nossa, que forte aquela menina, né?" Eu só pude rir e pensar "Você não faz E-DEI-A."

Voltando ao dia dos namorados, eu dei a ela uma caixa da Kopenhagen que imita uma caixa com um buquê de rosas onde as pétalas são de (UM VIOLENTA E ILEGALMENTE GOSTOSO) chocolate ao leite. E ela me deu um vestido que eu a-mei, mas talvez eu troque por causa da estampa. Não que eu não tenha gostado, ele é lindo e o modelo é perfeito para o meu corpo, diminuindo a impressão dos ombros e das costas e aumentando a... bom, dos glúteos. Hehehe. Mas por ter pouca roupa,se eu conseguisse uma outra estampa no mesmo modelo, que eu pudesse usar em mais situações, seria perfeito. Caso contrário, pode ter certeza que eu vou AMAR usá-lo em (quase) todas as ocasiões, e ai de quem reclamar "mimimi tá repetindo o look".

Beijinhos, e feliz mês dos namorados para tod@s vocês.

MayB