24 de novembro de 2012

Outro Blog, Outra Menina, Mesma Ânsia

Curiosidade Humana

A curiosidade humana é o desejo do ser humano de ver ou conhecer algo até então desconhecido.[1] 

A curiosidade é algo que me fascina, acredito que todos nós somos naturalmente curiosos, e sou ávida em busca de respostas. Costumo ser sabatinada com perguntas de toda sorte, algumas simples, outras complexas, algumas constrangedoras (não para mim) e outras invasivas. Não me incomodo, pelo contrário, gosto de respondê-las, com certo cuidado para manter as pessoas no anonimato e as vezes fico espantada com a criatividade e a falta de informação das pessoas.

Tá certo que algumas vezes me sinto como um# muçulman# (não é discriminação, é apenas pra tentar chegar o mais próximo possível de como me sinto) nos EUA após os atentados de 11 de setembro, sendo interrogad# por agentes da CIA, FBI, Serviço Secreto enfim. Somos pessoas normais como quaisquer outras, feitas de carne, osso e hormônios, com nossas diferenças que nos tornam únicos, nossos desejos, nossos complexos e a busca incessante pela nossa felicidade.

Numa conversa, após a palavra hormônio ser pronunciada, começam as expressões faciais, coceiras no couro cabeludo, beliscões na orelha, olhares perdidos acima da estratosfera olhando o sol ou a lua dependendo do horário e um megafônico “isso explica muita coisa!”, referindo-se ao desenvolvimento das mamas e as feições femininas, e isso também me explica vontades que antes de iniciar a HRT eu não tinha, como i) o desejo de comer tudo que é doce; ii) o desejo de comprar o mundo; iii) e vontade de discutir a relação, dentre outras milhares.

Que bom que agora faz sentido, pelo menos uma das dúvidas. Por que as outras três milhões continuam presas entre o cérebro e a língua, esperando o carcereiro . Pode perguntar, como diz a máxima popular, perguntar não ofende.


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O texto anterior foi criado por Gabriella Gomes. Trans como eu, humana como todas nós, estreou recentemente seu blog disposta a esclarecer dúvidas de forma similarmente aberta à minha, além de clara, coerente e concisa. Vos convido a segui-la e lê-la, saindo um pouco da monotonia "may may may" e ainda assim conhecendo mais o universo transfeminino.


Beijinhos,
Mayra