2 de julho de 2013

Tirando a Dúvida: Versão da Leina

-Por Daniela "Leina" Ruiz.

Oi pessonhas!

Estou preparando esse post a um tempão e acho que agora eu finalmente tenho conteúdo suficiente para postar.

Lembram deste post da Mayra, de setembro do ano passado? Em resumo, ela botou as velhas roupas do Dwayne "The Rock" Johnson Marcelo e foi passear com a molier pra ver qual é. Leiam lá pra saberem mais detalhes.

Eu vivi uma experiência parecida nessas últimas semanas, mas de forma mais extensa e menos voluntária. Tive uns problemas em casa e cheguei à conclusão que, pelo menos por uns dias, eu experimentaria a vida de menino de novo. Tirei esmalte das unhas e as deixei curtinhas. Também voltei para as roupas antigas e fui viver a vida.


O primeiro dia foi o único dia bacana e, assim como a Mayra, eu deveria ter me limitado a ele.



Olhei no espelho de manhã, com as roupas masculinas, e pensei: "Eu posso estar vestida assim, mas meu rosto não me engana: Eu sei que não sou a mesma pessoa". Com essa confiança, eu saí de casa com um sorriso no rosto. Eu era invisível para homens, o que tornou o caminho pro trabalho menos estressante, principalmente passando na frente daquela construção e daquele lava-rápido. Mas, ao mesmo tempo, as mulheres pareciam olhar e se interessar mais do que antes. Auto-confiança é tudo, né?

Mas a parte boa para por aí. Nos dias que se seguiram, vivi uma vidinha miserável. Toda aquela confiança foi desaparecendo e eu comecei a ficar desanimada de me cuidar. Barba voltou a crescer, parei de cuidar direito do cabelo. Um relaxo total. Eu comecei a sentir vergonha de mim. Vergonha de sair de casa. Foi então que eu decidi que a experiência tinha de chegar ao fim, porque aquilo estava me fazendo muito mal. Nesse ponto, eu abandonei a calça larga, voltei pras Skinnies e deu uma amenizada na sensação de fraqueza que me invadia. As unhas cresceram de novo (mesmo que sem esmalte), e eu comecei a me animar com um evento que eu tinha marcado. Cada passo que eu dava de volta à aparência que eu quero ter, meus dias se iluminavam mais, a vida ficava mais leve e eu voltava a gostar de mim.


Essa sim sou eu. É assim que eu sou e, se não saio assim todo dia é por falta de praticidade. E sentia muita falta de ser eu mesma! Nesse dia eu fui num karaokê com várias moças trans (e uma cis) e foi divertidíssimo! É TÃO BOM voltar a ser eu mesma!


E termino esse post com uma história engraçada oriunda da minha burrice extrema. No trabalho, ainda me conhecem pelo meu nome de registro. No Restaurante Web, no entanto, eu estou como Daniela. Fiz um pedido de almoço num restaurante chinês e quando, o entregador chegou e perguntou para a recepcionista pela "Daniela" ninguém sabia o que fazer =D. Mas foi divertido, no entanto, porque mesmo a recepcionista me chamando de Daniel, o entregador me chamou de Daniela <3

Beijos e até mais!

- por Daniela "Leina" Ruiz.