9 de outubro de 2012

Um Homem, Uma Mulher Trans e Uma Cama


Como explica (de forma mais detalhada) a descrição do vídeo, Nina Arsenault é uma professora transsexual que faz da sua vida uma forma de arte, fonte de renda e missão ideológica ao escrever e ministrar aulas sobre suas experiencias históricas  incluindo as mais de 60 cirurgias que fez para sua transição  sua época como prostituta e suas relações com homens heterossexuais.


Nesse vídeo ela elabora o porque de homens que não sentem atracão por outros homens e não tem nenhum elemento de homossexualidade em suas vidas podem, ainda assim, sentir desejo por mulheres transsexuais e por seu pênis. Há alguns trechos do vídeo que resumem sua teoria: 

"Nós pensamos em nossa sexualidade como algo natural, com a qual nascemos(...)". Quantas vezes já ouvimos que ninguém se torna gay, nasce gay? Bom, Nina é de uma opção C nessa discussão. Se desenvolve gay:

"(...)mas como você pode nascer atraído por pessoas com corpos que nem existem na natureza?". Indiscutível. As trans são resultado da ciência e da medicina... a coitada da natureza não guarda ligação alguma com nossas formas físicas. 

Mais tarde, durante sua explicação chave, ela classifica todo prazer sexual como físico  do contato direto, ou de significados, do que o seu parceiro representa. Em seguida discute como os corpos dos homens heterossexuais e homossexuais são biologicamente idênticos  todos capazes de sentir o prazer da penetração anal e outros atos normalmente atribuídos à homossexualidade, e como os corpos das mulheres trans aglomeram um conjunto de significados extremamente eróticos.

Vale a pena assistir o vídeo e, em seguidas, pesquisar mais trabalhos dela pela interwebz.

------------------------------

Como comentário pessoal, me identifiquei bastante com o propósito de vida dela - afinal, o que eu faço com meu blog se não tentar ensinar e espalhar a compreensão? Espero poder seguir uma história acadêmica semelhante. Me tornar professora e lecionar sobre identidade de gênero e sexualidade? Uma sensação: Fodíssimo.

Beijos,
Mayra