11 de outubro de 2012

Ponto Sem Retorno

Há alguns dias eu postei afirmando nunca ter ouvido histórias de arrependimento de transição. Apesar de esta ser a verdade naquele momento, deixou de ser. Leia aqui o relato de um senhor de 75 anos que afirma ter cometido o maior erro de sua vida ao se submeter à cirurgia de redesignação sexual:


"Norton diz que a operação 'o deixou essencialmente como uma lésbica', já que ele continuou se sentindo atraído por mulheres."

Valido também é um retorno à discussão da transsexualidade infantil. Como nenhuma das transsexuais operadas na juventude, devido a sinais demonstrados desde os primeiros anos de vida, passaram por uma vida social - e sexual - no papel masculino, é menos provável que essa saudosidade da atividade ocorra e venha a trazer arrependimentos. Ademais, essas transsexuais exprimem um comportamento circundo e recheado da temática feminina, incluindo a atracão por meninos. Comum, também, é vivenciarem momentos de hostilidade contra seu pênis. Por outro lado, nenhuma destas crianças atingiu ainda idade avançada para relatar a sensação ao correr de suas vidas.

O que eu posso dizer? Não recomendo a CRS para lésbicas, a principio. Você perde a possibilidade de ser ativa, enquanto a possibilidade de ser passiva sempre lhe foi presente. Principalmente não possuindo ojeriza a seu membro sexual nem vontade de se relacionar com homens, a operação se torna altamente questionável. Se a unica dificuldade em questão for o uso de roupas femininas, um tucking bem feito torna sua aparência indistinguível sem grandes desconfortos, e a variedade de vestuário feminino disponível é enorme. Você é uma mulher com pênis, objeto de fantasia de homens e lésbicas por toda a face da Terra. Claro, há a possibilidade de, mesmo querendo manter relações sexuais com uma mulher, ou... bom, várias, que a cirurgia lhe seja desejada. Eu penso nisso, por vezes. Não esqueça, no entanto, os impactos que isso ocasionará em sua vida sexual.

Beijos,
Mayra